<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777</id><updated>2011-07-28T15:34:22.917-07:00</updated><category term='Preguiça'/><category term='Contos'/><category term='Blog'/><title type='text'>Prolixamente vago</title><subtitle type='html'>E a arte de escrever nada sobre qualquer cousa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777.post-1956039156754408114</id><published>2009-08-14T13:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T13:56:37.991-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog'/><title type='text'>Exumando...</title><content type='html'>Hoje, mais um ano depois da última atualização, me veio a idéia (sim, com acento) maluca de reviver isso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não se engane pensando que nesse hiato de 1 ano eu juntei várias cousas pra escrever aqui. Continuo achando que não sei bloggar. Eu não sou o tipo de pessoa que, a partir de fatos do cotidiano, consegue organizar idéias e montar um texto. Bom ou ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente o que me fez lembrar da existência disso foi o fato de eu estar acompanhando alguns blogs ultimamente. Enfim, isso não importa. &lt;strike&gt;O importante é que o Banco Real dá 10 dias no cheque especial sem jur...&lt;/strike&gt; O importante é que decidi voltar a escrever cousas aleatórias aqui. E que, pelo menos enquanto eu não abandoná-lo novamente (o que também é provável), tenho alguns planos sobre o que fazer com o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles é: não divulgar o blog!&lt;br /&gt;Falei pra poucas pessoas que havia criado este blog, mas por conta do abandono ninguém mais deve lembrar da existência dele. Assim sendo, posso partir do princípio que só eu sei que isso existe! O intuito disso é ver se e quando alguém vai descobrir que eu bloggo. Entretanto há a possibilidade de eu me cansar de falar sozinho e começar a soltar um link maroto aqui e acolá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro plano seria não mais usar o blógui apenas para publicar os pseudo-contos que eu escrevia. Tentarei escrever outras cousas também. Talvez alguma cousa estilo "Querido Diário" ou alguma pagação de pau pra filmes, séries ou músicas que eu goste ou ainda qualquer outra cousa que eu julgue interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, era isso. Vamos ver até quando dura o ânimo para bloggar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836927141530689777-1956039156754408114?l=prolixamentevago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/1956039156754408114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2836927141530689777&amp;postID=1956039156754408114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/1956039156754408114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/1956039156754408114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/2009/08/exumando.html' title='Exumando...'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777.post-5145871609869380195</id><published>2008-02-18T13:19:00.000-08:00</published><updated>2009-08-14T13:04:19.317-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preguiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog'/><title type='text'>Ausência...</title><content type='html'>Há tempos não coloco nada novo aqui.&lt;br /&gt;Tal fato deriva da minha atual situação de não ter acesso à Internet e/ou a computador em meu ambiente doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros tempos, eu poderia utilizar o computador e o acesso os quais ficam ao meu dispor no ambiente laboral, mas, infelizmente, isso também não está sendo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo bem sincero para com você que está lendo, confesso que também ando meio indisposto. Talvez mesmo dispondo dos itens acima expostos eu, ainda assim, não estivesse atualizando o presente blog. Preguiça? Não sei. Pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, e desta vez estou sendo bem sincero para comigo mesmo, eu sei que ninguém (ou pouquíssimas pessoas) virá(ão) aqui ver se existe alguma atualização. Mas eu tinha que vir aqui dar esse tipo de explicação, acariciando assim o meu ego de pseudo-escritor-que-acha-que-possui-assíduos-leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, despeço-me, fazendo a promessa que em breve voltarei armado com disposição, PC novo e conexão fuderosamente rápida, para colocar muito conteúdo aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836927141530689777-5145871609869380195?l=prolixamentevago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/5145871609869380195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2836927141530689777&amp;postID=5145871609869380195&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/5145871609869380195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/5145871609869380195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/2008/02/ausncia.html' title='Ausência...'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777.post-7262445999343550885</id><published>2008-01-05T06:25:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T06:45:15.445-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Em busca da fama</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Desde que aprendeu a falar, Estrôncio dizia que queria ser famoso. Não importava qual seria sua profissão. Ele passava horas em frente ao aparelho de televisão admirando os famosos e se imaginando no lugar deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A primeira idéia foi ser atleta. Ganhar prêmios internacionais e representar o país com certeza o faria famoso. Mas sua inaptidão física para esportes em geral (raquitismo e asma) puseram fim à carreira esportiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Aos oito anos de idade, quando viu um grupo de crianças cantando em um programa de calouros, decidiu que seria cantor. Ele cantava razoavelmente bem. Não desafinava muito, tinha noções de ritmo, harmonia e melodia. Depois de muito batalhar no difícil mundo do mercado fonográfico, ele tinha conseguido convencer uma gravadora a fechar contrato. Porém a puberdade precoce atrapalhou sua carreira. Quando os hormônios masculinos espalharam-se pelo corpo do jovem rapaz, fizeram estragos irreparáveis em sua voz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na adolescência pensou em ser ator. Estar nas TVs do país inteiro emocionando as pessoas, rodar o Brasil com peças de teatro, ganhar o Oscar de melhor ator... Sim, isso seria possível, se Estrôncio não fosse tão feio e se não tivesse tanta dificuldade em decorar suas falas. A fama, com certeza, não viria de suas atuações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Resolveu então ser cientista. Afinal ele sempre foi um ótimo aluno, sempre teve notas altas e tinha interesse por física, química e cálculo avançados. Essa sempre foi a intenção de seus pais, que desde o seu nascimento quiseram familiarizá-lo com as ciências, colocando-lhe o nome do elemento trinta e oito da tabela periódica dos elementos químicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Estrôncio entusiasmou-se com a idéia, pois, se conseguisse desenvolver algum experimento científico revolucionário, ele ficaria famoso. E o melhor é que ele conseguiria essa fama fazendo algo que ele realmente sabia fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Depois de muitos anos de estudo, Estrôncio conseguiu o título de físico especialista em pesquisa de partículas subatômicas e decidiu aumentar seus esforços nessa área, sempre visando ficar mundialmente famoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E assim aconteceu. Tempos depois, ele realizou com sucesso o feito que faria dele um grande nome da ciência: geração espontânea de matéria, anti-matéria e radiação a partir do vácuo absoluto. Alguns cientistas já haviam conseguido isso, é fato, mas as partículas obtidas eram pouquíssimas e muito fugazes. Mas Estrôncio não. Ele tinha feito melhor. Havia criado um pequeno universo. O primeiro homem a fazê-lo. Ele se sentia um deus. Ele, irremediavelmente, seria famoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ao divulgar os resultados de sua pesquisa, Estrôncio foi condecorado por toda a comunidade científica e ganhou inúmeros prêmios, como era de se esperar, dado o estudo que realizara com êxito. Mas o que ele queria mesmo era ser conhecido pela população &lt;st1:personname productid="em geral. Sair" st="on"&gt;em geral. Sair&lt;/st1:PersonName&gt; de casa e fugir do assédio dos fãs, dar autógrafos, correr dos &lt;i style=""&gt;paparazzi &lt;/i&gt;etc. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quando percebeu que seus objetivos não foram plenamente alcançados depois de todo esforço e empenho, Estrôncio se viu em meio a uma profunda crise de depressão. Ele não enxergava mais nenhum jeito de ficar famoso. Estava desesperado. No estado em que estava ele seria capaz de qualquer cousa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ligou a TV, pegou uma garrafa de uísque e tentou se distrair um pouco. Três horas mais tarde, totalmente ébrio, ele assiste a um programa que mostra os mais famosos bandidos e criminosos dos tempos modernos. A visão da fama conseguida por assassinos como o Bandido da Luz Vermelha, Maníaco do Parque e Fernandinho Beira-Mar, misturada com seu intenso desejo de ser famoso e com toda a quantidade de álcool em seu organismo transformaram Estrôncio num assassino maníaco, frio e calculista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Conseguiu comprar alguns fuzis e metralhadoras de alguns traficantes de armas e matou centenas de crianças na porta de escolas, matou pessoas em cinemas e matou, de forma excepcionalmente brutal, seus pais, pois esse era o crime da moda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Negociou materiais explosivos com alguns palestinos, construiu diversos tipos de bombas terroristas (bicicleta-bomba, bola-bomba, chiclete-bomba, bebê-bomba, entre outros) e explodiu sedes de emissoras de TV (por não ter sido artista), palcos de super-shows (por não ter sido cantor), o avião da delegação olímpica (por não ter sido atleta), bem como outros alvos aleatoriamente escolhidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não se contentando em aterrorizar seu próprio país, o protagonista dessa história resolve direcionar suas atividades para alvos no exterior. Fez contatos com militares russos e pegou emprestadas algumas bombas jogando-as na região da Caxemira, fato esse que quase provocou a Terceira Guerra Mundial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Depois disso se entregou às autoridades. Foi julgado por um tribunal internacional e condenado à morte por eletrocussão. Durante o período em que permaneceu no corredor da morte, ele concedeu inúmeras entrevistas para TVs de todo o mundo, ficou mundialmente conhecido e serviu de exemplo para insanos de todo o planeta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Então, às sete horas e seis minutos (horário local) do dia seis de junho, Estrôncio foi eletrocutado até suas funções vitais pararem. Morreu com um débil sorriso no rosto, pois sabia que sua morte seria transmitida ao vivo para aproximadamente um bilhão de pessoas espalhadas pelo mundo, fato esse que o tornaria o mais famoso da história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836927141530689777-7262445999343550885?l=prolixamentevago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/7262445999343550885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2836927141530689777&amp;postID=7262445999343550885&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/7262445999343550885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/7262445999343550885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/2008/01/em-busca-da-fama.html' title='Em busca da fama'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777.post-764998464333828546</id><published>2007-12-28T18:42:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T18:45:13.558-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Mulheres apaixonadas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Maria era uma criança normal. Saudável, inteligente, amável, enfim, era uma criança feliz. Porém havia algo que a deixava incomodada e profundamente triste: o gigantesco tamanho de seus pés.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As outras crianças admiravam-se da desproporcionalidade entre a estatura de Maria e as dimensões dos pés dela. Comentavam, apontavam, riam e alguns sujeitos chegavam a colocar-lhe apelidos. Esses sujeitos não eram poucos e, consequentemente, os apelidos também não. Maria passou a ser conhecida como Maria Sapatão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sua mãe a consolava dizendo que à medida que ela fosse crescendo, a desproporcionalidade diminuiria. Essa esperança fazia Maria agüentar as “brincadeiras” de seus “colegas”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Entretanto, quanto mais Maria crescia, mais seus pés cresciam também. Aos vinte anos de idade Maria tinha que mandar fazer calçados sob medida, afinal, não é em toda loja que se encontra sapatos e sandálias tamanho sessenta e seis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Todos os médicos que ela havia procurado até então disseram que nada podiam fazer em relação ao problema de Maria. Foi aí que ela conheceu a Dra. Frida Streiner.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A dra. Streiner era uma médica alemã e, logo que teve conhecimento, se interessou pelo caso de Maria. Constatou que ela padecia de hiper-desenvolvimento tarsiano metatársico, uma moléstia raríssima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Frida Streiner convenceu Maria de que era possível fazer uma cirurgia para reduzir as medidas dos pés, mas deixou claro que seria uma cirurgia cara e perigosa, nunca realizada antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Maria foi a um programa televisivo dominical para conseguir recursos para custear seu tratamento. Após seus exagerados pés e dramatizações de sua vida serem exibidos durante todo o programa, ela conseguiu doações suficientes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A dra. Streiner era a chefe da equipe de médicos que realizaria a cirurgia e assim que começaram os procedimentos pré-operatórios ela se ofereceu para ser responsável pela preparação psicológica da paciente. Explicava como seria a operação, alertava sobre os riscos, tranqüilizava Maria falando sobre o profissionalismo e capacitação da equipe etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Elas ficaram juntas durante a maior parte dos três meses da fase pré-operatória e seus laços de amizade se estreitaram. Um estreitamento excessivo, na opinião de alguns.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Maria sentia uma gratidão muito grande por Frida, diante da possibilidade de se ver livre dos pezões que tanto lhe causaram constrangimentos e aborrecimentos. À medida que dias foram passando, a afeição de uma para com a outra crescia, até chegar ao ponto em que elas se viram perdidamente apaixonadas. Um sentimento mútuo que se concretizou em algumas noites de intenso sexo lésbico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Então, chegou o momento da operação. Dra. Streiner liderou a equipe competentemente e soube lidar muito bem com os imprevistos acontecidos durante a cirurgia. Cirurgia essa que, devido ao seu alto grau de dificuldade, durou aproximadamente oito horas, para cada pé, totalizando assim dezessete horas, contando a hora do almoço dos médicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A cirurgia obteve pleno êxito. Após noventa dias Maria já podia andar com seus novos pés que continuavam feios, porém pequenos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Aproximadamente um ano depois, Maria se mudou para um país europeu, liberal e anti-conservadorista e casou-se com Frida. O curioso, contudo, é que, apesar de calçar trinta e três atualmente, ela continua sendo Maria Sapatão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836927141530689777-764998464333828546?l=prolixamentevago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/764998464333828546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2836927141530689777&amp;postID=764998464333828546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/764998464333828546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/764998464333828546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/2007/12/mulheres-apaixonadas.html' title='Mulheres apaixonadas'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777.post-2241725559495089544</id><published>2007-12-13T15:21:00.000-08:00</published><updated>2007-12-13T15:55:52.099-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Sally &amp; Connie</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sally e Connie eram amigas desde a infância. Moravam em casas vizinhas numa cidade do interior. Tinham a mesma idade. Sempre brincaram juntas, sempre estudaram juntas. Na mocidade, a amizade delas se fortaleceu significativamente e tornaram-se assim amigas inseparáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Apesar de tamanha afinidade, cada uma tinha interesses diversos: Connie era muito ligada à imagem e à estética; queria sempre vestir as roupas da moda. Sonhava em ser famosa: começar como modelo, depois atriz, cantora e, por último, apresentadora de programas televisivos, posando nua uma ou duas vezes durante essa trajetória. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já Sally se dedicava ao aprendizado das artes de advinhação: runas, tarot, búzios, baralho cigano, leitura de mão, bola de cristal etc. Também era conhecedora de astrologia e numerologia entre outras “logias”. Ela acreditava que se estudasse muito seria agraciada com o dom da premonição. O poder de prever os acontecimentos futuros era capacidade que só os mestres de mais alto nível possuíam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Juntamente com os dezoito anos das moças, chegou a hora da separação delas. Cada uma seguiria seu rumo. Nos últimos dias de convivência elas ficaram ainda mais próximas, mas a inevitável despedida tinha de acontecer. Um dos últimos encontros foi assim:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Pois é, Sally. Já está tudo acertado lá na agência de modelos da capital. Os caras lá falaram que minha carreira tem tudo para ser muito bem sucedida. Pena que a gente tenha que se separar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Uma pena mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E você? O que fará?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Tô juntando dinheiro há algum tempo. Você sabe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sei, mas você nunca explicou ao certo o que fará com a grana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- É que não tinha nada muito certo ainda. Mas agora já posso contar. Andei fazendo alguns contatos. Talvez eu finalmente consiga. Assim que possível, viajo para a Inglaterra. Para fazer o teste de admissão na ordem de bruxos JKHWAW (&lt;i style=""&gt;Joanne Khatlen Rowling Witchcraft And Wizardry&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Apesar de achar isso uma tremenda besteira, eu fico feliz por você. Com esse dinheiro daria pra fazer tanta cousa melhor. Você poderia fazer tratamento de pele, lipoaspiração, contratar um &lt;i style=""&gt;personnal-trainner, &lt;/i&gt;colocar implante de silicone, essas cousas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eu sou contra essas intervenções cirúrgicas apenas em nome da estética.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Que bobagem! Eu mesma tô pensando em dar uma turbinada nos meus seios. Assim que chegar lá, farei isso...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nesse exato instante, Sally escorrega e cai. Cai sem parar. Ela não sabia o que estava acontecendo. Continuava caindo. Até que finalmente se encontrou violentamente com o chão. Bip, bip. Passados alguns segundos ela se levanta e percebe que está em uma sala de cirurgia. Bip, bip. Ela fala, mas ninguém da equipe médica presente na sala a ouve. Bip, bip, bip. Ela se aproxima deles e vê sua amiga Connie na mesa de operação. Bip, bip, bip. Os médicos parecem estar preocupados. Bip, bip, bip. Sally observa que se trata de uma operação para implante de próteses de silicone em sua amiga. Bip, bip, bip. Um dos médicos diz: “A pressão está caindo”. Bip, bip, bip, bip. Alguém diz: “Vamos perdê-la”. Bip, bip, bip, bip, bip. E de repente... Bip, bip, biiiiiiiip. Os aparelhos ligados no corpo de Connie informavam que ela havia morrido. Nesse instante começa a chover. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não, não era chuva. Sally abre os olhos. Vê que está deitada no chão e sua amiga Connie molhando-lhe o rosto para reanimá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- O que aconteceu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Você caiu, sua tonta! Caiu e desmaiou por uns segundos. Tomei um susto!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Após refletir um pouco, Sally descobre o que aconteceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Eu tive uma visão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Hã?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Tive uma visão! Você vai morrer se implantar silicone! Acabei de ver isso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Deixe de besteira! Você sabe que eu não acredito nisso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Você tem que acreditar em mim! O silicone vai te matar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Agora é que eu faço mesmo! Além de ficar mais bonita vou te mostrar que essa história de prever futuro e ter visões de morte é besteira! É melhor você ir pra casa! Você bateu a cabeça no chão! Vá cuidar desse “galo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No outro dia, Connie viajou, mas antes ainda ouviu algumas dezenas de apelos de sua amiga (“O silicone vai te matar!”). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dois meses depois, Sally se mudou para a Inglaterra onde viria a morar pelos próximos sete anos. As duas garotas prometeram nunca pararem de se comunicar. Promessa essa que foi cumprida apenas durante os sessenta e seis primeiros dias de separação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Passaram-se sessenta e sete anos e durante esse tempo muita cousa aconteceu com aquelas garotas. Connie seguiu o previsto. Iniciou carreira de modelo e se saiu muito bem, pois era realmente muito bonita. Logo começou a aparecer na TV. Virou atriz e tornou-se ainda mais conhecida. Depois de cinco anos dedicados exclusivamente às atuações, ela investiu na carreira de cantora. Lançou cinco discos e em todos conseguiu alta vendagem. Em todos os aspectos de sua vida profissional Connie havia se saído bem, não que ela fosse excepcionalmente boa no que fazia, mas por que seu trabalho tinha boa aceitação junto ao grande público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enquanto isso, Sally estudava e se aperfeiçoava nas artes ocultas da advinhação. Após os sete anos na JKRWAW ela saiu em peregrinação pela Europa e Ásia em busca de mais conhecimento. Tentava ela agora, controlar as visões que tinha, direcionando-as para acontecimentos específicos. Ela era uma vidente famosa e se sustentava por meio de contribuições recebidas em troca de ajudas, favores, previsões, estudos numerológicos e astrológicos que ela prestava à alta sociedade dos países por onde passava. Depois de sua jornada pelos confins do submundo sobrenatural, ela resolve voltar ao seu país de origem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Numa dessas coincidências inexplicáveis as duas amigas pegam o mesmo avião. Na hora do desembarque acontece o reencontro. Sally é convidada a ir à casa de Connie. Após horas colocando o assunto em dia, resolvem sair para caminhar pelas ruas. “Como nos velhos tempos” disse Sally.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Saem pelas ruas, andando aleatoriamente. Lá estão elas. Juntas, felizes, distraídas e descuidadas. Não lembram que com o anoitecer aquela área tornava-se perigosa. Entram em uma rua pouco movimentada e desapercebidamente um pivete segue-as.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mais á frente, o pivete as aborda com uma arma em punho anunciando um assalto. Com um movimento surpreendentemente ágil para uma senhora de oitenta e cinco anos de idade, Connie segura o braço do moleque e os dois começam a lutar calorosamente pela posse da arma. Como era de se esperar, a arma dispara. O pivete sai correndo com o braço sangrando muito. Sangrando não por causa do disparo e sim devido a uma mordida recebida. O tiro havia acertado o tórax de Connie.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por causa do baixo calibre daquela arma, o projétil não perfurou nenhum órgão importante, porém a vítima desmaiou depois de alguns minutos perdendo sangue.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela foi levada para o hospital e lá recebeu o devido atendimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sally, que também tinha ido ao hospital estava muito apreensiva e só se acalmou quando uma enfermeira deu notícias de Connie:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não se preocupe! A hemorragia já foi controlada. Ela tomou umas injeções e está dormindo. Vai ficar tudo bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas não ficou. A agulha usada para aplicar a injeção no glúteo direito de Connie furou a prótese que lá se encontrava, liberando o composto de silício que, ao entrar na corrente sanguínea, atingiu o cérebro provocando parada cárdio-respiratória e consequentemente a morte da mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como havia sido previsto, o silicone matou Connie.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836927141530689777-2241725559495089544?l=prolixamentevago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/2241725559495089544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2836927141530689777&amp;postID=2241725559495089544&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/2241725559495089544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/2241725559495089544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/2007/12/sally-connie.html' title='Sally &amp; Connie'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777.post-9162642818217191526</id><published>2007-11-25T14:41:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T08:53:14.894-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Nightwish - Wishmaster</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;17/12/1998&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;Querido diário, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Acabei de acordar. Mas desde que abri os olhos há cinco minutos, estou com uns pensamentos estranhos. Como se tivesse sonhado com algo. Ou melhor, como se o enredo desse sonho ainda estivesse subitamente brotando na minha cabeça. Estranho, né? Pois é, também achei. Mas é uma coisa tão nítida e cheia de detalhes que resolvi compartilhar com você, diário. Basicamente a história é assim:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Aos treze anos de idade, um garoto chamado Chafudfórnio levou um grande fora ao se declarar à garota por quem era apaixonado. A garota se mostrara bem rude para com ele, e Chafudfórnio, se sentindo humilhado demais para continuar vivendo, resolveu atentar contra a própria existência. Ele se dirigiu ao campo de futebol do bairro onde morava carregando uma corda e subiu em uma das traves. Amarrou uma das pontas da corda no travessão, a outra ponta em seu pescoço e pulou. Devido ao impacto, a trave quebrou-se fazendo com que um grande pedaço de madeira caísse na cabeça de Chafudfórnio deixando-o em estado de coma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando acordou, cinco anos mais tarde, ele havia mudado. A paulada aumentara sua capacidade cerebral de forma que, agora, tudo que Chafudfórnio desejava se tornava realidade. Demorou algumas semanas para que ele se desse conta disso. E quando finalmente entendeu como usar seus poderes, ele tratou de usufruir deles plenamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ganhou na loteria e passou a viver confortavelmente. Entretanto, ele não era ganancioso. Desejou apenas uma quantidade de dinheiro que permitisse a ele ter um bom padrão de vida. Apesar de ter se relacionado com inúmeras garotas (afinal era só desejar), passado algum tempo ele encontrou a mulher de sua vida (“Desejo encontrar a mulher perfeita!”), com quem logo se casou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A realização de seus desejos ia de coisas triviais, do tipo “Quero chegar ao banco e não enfrentar fila!”, “Não quero ficar preso em congestionamentos”, “Ao chegar à padaria quero que o pão esteja quente”, a coisas importantes “Desejos boas safras de alimentos”, “Desejo que tal bandido seja condenado”, “Que o Roriz nunca mais se eleja”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chafudfórnio não era um cara esbanjador. Apesar de poder ter o que quisesse, ele não tinha desejos que influenciassem o cotidiano das pessoas. Procurava não interferir muito. “Só o essencial” pensava ele. Porém, apesar disso, Chafudfórnio tomava muitas precauções para manter seus poderes &lt;st1:personname productid="em segredo. N￣o" st="on"&gt;em segredo. Não&lt;/st1:personname&gt; havia motivo algum para tamanha paranóia, mas ele achava imprescindível que o mundo nunca tomasse conhecimento das coisas que ele era capaz de fazer e para isso desejou morte a cada um que viesse a saber e/ou suspeitar sobre isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Então, ele viveu dessa forma por proveitosos vinte e sete vírgula oitenta e nove meses. Depois desse tempo, a realização de seus desejos começou a trazer-lhe aborrecimentos. Todos os seus desejos, mesmo os inconscientes e os que ele apenas pensava em desejar, se realizavam de imediato. Chafudfórnio não tinha coisas desagradáveis para colocá-las do jeito que ele queria. Absolutamente tudo estava sempre perfeito. É claro, que à primeira vista, isso pode parecer ótimo. Mas para ele, isso não era tão legal como fora nos primeiros dias. Ele queria algo diferente para tirá-lo daquela rotina de mesmice. Ele sentia falta de objetivos a alcançar, pois todos eram alcançados automaticamente à medida que ele apenas pensava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Inacreditavelmente, Chafudfórnio viu-se diante de um estranho e curioso paradoxo, o qual chamaremos de Paradoxo Chafudforniano: O fato de sua vida não ter problemas tornou-se um problema. O único problema. Um grande problema. Um problema aparentemente insolúvel que passou a incomodá-lo de forma gradual e persistentemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Após incontáveis horas pensando a respeito, o personagem principal dessa história chegou à conclusão que já tinha aproveitado ao máximo os poderes que descobrira e que a única maneira de se livrar do problema que o incomodava tanto era abrir mão disso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Desejo que meus desejos não mais se realizem!” mentalizou Chafudfórnio. Porém, para sua surpresa, tal desejo, o qual ele esperava ser o último, não se realizou. Afinal, esse pensamento também se apresentava deveras paradoxal. E, da mesma forma que você deve estar confuso agora, o nosso mestre dos desejos, também estava, diante daquela situação inusitada, inesperada e imprevisível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Faz-se necessário relatar que a partir desse momento, Chafudfórnio desesperou-se. A decisão de abandonar os poderes que possuía foi difícil, mas ele optou por ela porque acreditava que solucionaria seu problema. Que seu tormento teria fim. Entretanto, a percepção de que seu martírio se prolongaria indefinidamente afetou de forma bastante acentuada a sua sanidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os próximos acontecimentos ocorreram todos em questão de segundos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chafudfórnio realmente não queria mais possuir tais poderes. Chegou o ponto em que todos os benefícios advindos do uso dos poderes foram subjugados pelo agora insuportável e incômodo Paradoxo Chafudforniano. E foi então que brotou na sua cabeça um outro possível remédio contra a iminente loucura: acabar com a própria vida!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Talvez o estado de nervos em que ele se encontrava influenciou na decisão, mas o fato é que Chafudfórnio se agarrou a isso como a única solução. Uma solução que deveria ser aplicada ao problema imediatamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lutando contra seu desejo inconsciente de sobrevivência, ele ordenou mentalmente “Desejo não desejar ser imortal”, pois se não o fizesse tudo estaria perdido. Estaria condenado àquilo para todo o sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Logo em seguida, sem conceder a ele próprio o benefício de uma reflexão mais aprofundada sobre a decisão que estava tomando, Chafudfórnio gritou com todas as forças “Desejo morrer!” e assim aconteceu. Antes mesmo de seu grito parar de ecoar, seu corpo jazia sem vida no chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Relendo agora, até fiquei um pouco assustada! Até dá a impressão que eu era alguém próximo a esse tal de Chafudfórnio. Alguém para quem ele contou a história da vida dele. É muito estranho. Não é como um sonho normal. Eu, repentinamente, simplesmente sei todos esses detalhes da vida desse cara. Mas o mais interessante vem agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em meio ao turbilhão de pensamentos fugazes que passavam pela cabeça dele em seus derradeiros momentos de ser vivente, Chafudfórnio desejou, meio que inconscientemente, que alguém soubesse de toda a história de sua vida e que esse alguém a divulgasse mundo afora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aparentemente, esse alguém sou eu. E cá estou eu, de certa forma, divulgando a “história” dele. Será que eu deveria ficar com medo de morrer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42.55pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Hahaha... Que bobagem, né? Hoje é meu aniversário de quinze anos. Justamente numa data importante dessas, até parece que eu iria morrer assim, de forma tão inexplicável e repentin&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836927141530689777-9162642818217191526?l=prolixamentevago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/9162642818217191526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2836927141530689777&amp;postID=9162642818217191526&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/9162642818217191526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/9162642818217191526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/2007/11/17121998-querido-dirio-acabei-de.html' title='Nightwish - Wishmaster'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2836927141530689777.post-9043323869061412483</id><published>2007-11-22T00:30:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T08:55:57.709-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Prefácio</title><content type='html'>Era uma vez "um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior" que colocava em palavras alguns devaneios de sua mente... humm... digamos excentricamente fora do comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, esse rapaz utilizou-se dos seviços de um certo servidor de páginas gratuito para hospedar o sítio da web através do qual os contos eram publicados. Qual não foi sua surpresa ao ver que, após um certo tempo sem atualizações, o servidor, demonstrando todo o seu profissionalismo e comprometimento para com os usuários, deletou toda a "obra" deste que vos escreve, sem qualquer tipo de aviso prévio ou posterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom, tá bom... Reconheço que esse "certo tempo sem atualizações" na verdade foram uns bons três anos, mas mesmo assim confesso que nutri sentimentos pouco cordiais pelo hpG, durante algum período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, eis que o referido rapaz (que você já deve ter brilhantemente deduzido que sou eu) encontra seus antigos cadernos de escola onde eram rabiscados os rascunhos de seus textos. Ele ficou feliz, contente e satisfeito de ver que possuia um tipo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;back-up &lt;/span&gt;para boa parte de suas escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente surgiu a idéia de compartilhar todo esse apanhado de histórias fantasiosamente  estranhas publicando-o na grande rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, eis o presente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;weblogger&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título é auto-explicativo e tem o intuito de não criar falsas expectativas em quem porventura se dispor a ler o conteúdo daqui. Mesmo que o autor lhe faça propaganda (boa ou má) a respeito disso aqui, sempre lembre-se do título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais preâmbulos, finalizo esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Prolixamente vago" está oficialmente inaugurado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra a garrafa de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;champangne&lt;/span&gt;. Não esqueça de oferecer o primeiro gole ao santo, ao tinhoso, ou a qualquer outra entidade sobrenatural que aprecie bebidas alcóolicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2836927141530689777-9043323869061412483?l=prolixamentevago.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/feeds/9043323869061412483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2836927141530689777&amp;postID=9043323869061412483&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/9043323869061412483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2836927141530689777/posts/default/9043323869061412483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prolixamentevago.blogspot.com/2007/11/prefcio.html' title='Prefácio'/><author><name>Esdras Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11155133576281700894</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
