sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Exumando...

Hoje, mais um ano depois da última atualização, me veio a idéia (sim, com acento) maluca de reviver isso aqui.

Não! Não se engane pensando que nesse hiato de 1 ano eu juntei várias cousas pra escrever aqui. Continuo achando que não sei bloggar. Eu não sou o tipo de pessoa que, a partir de fatos do cotidiano, consegue organizar idéias e montar um texto. Bom ou ruim.

Provavelmente o que me fez lembrar da existência disso foi o fato de eu estar acompanhando alguns blogs ultimamente. Enfim, isso não importa. O importante é que o Banco Real dá 10 dias no cheque especial sem jur... O importante é que decidi voltar a escrever cousas aleatórias aqui. E que, pelo menos enquanto eu não abandoná-lo novamente (o que também é provável), tenho alguns planos sobre o que fazer com o blog.

O primeiro deles é: não divulgar o blog!
Falei pra poucas pessoas que havia criado este blog, mas por conta do abandono ninguém mais deve lembrar da existência dele. Assim sendo, posso partir do princípio que só eu sei que isso existe! O intuito disso é ver se e quando alguém vai descobrir que eu bloggo. Entretanto há a possibilidade de eu me cansar de falar sozinho e começar a soltar um link maroto aqui e acolá.

Um outro plano seria não mais usar o blógui apenas para publicar os pseudo-contos que eu escrevia. Tentarei escrever outras cousas também. Talvez alguma cousa estilo "Querido Diário" ou alguma pagação de pau pra filmes, séries ou músicas que eu goste ou ainda qualquer outra cousa que eu julgue interessante.

Enfim, era isso. Vamos ver até quando dura o ânimo para bloggar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ausência...

Há tempos não coloco nada novo aqui.
Tal fato deriva da minha atual situação de não ter acesso à Internet e/ou a computador em meu ambiente doméstico.

Em outros tempos, eu poderia utilizar o computador e o acesso os quais ficam ao meu dispor no ambiente laboral, mas, infelizmente, isso também não está sendo possível.

Sendo bem sincero para com você que está lendo, confesso que também ando meio indisposto. Talvez mesmo dispondo dos itens acima expostos eu, ainda assim, não estivesse atualizando o presente blog. Preguiça? Não sei. Pode ser...

Na verdade, e desta vez estou sendo bem sincero para comigo mesmo, eu sei que ninguém (ou pouquíssimas pessoas) virá(ão) aqui ver se existe alguma atualização. Mas eu tinha que vir aqui dar esse tipo de explicação, acariciando assim o meu ego de pseudo-escritor-que-acha-que-possui-assíduos-leitores.

Sem mais delongas, despeço-me, fazendo a promessa que em breve voltarei armado com disposição, PC novo e conexão fuderosamente rápida, para colocar muito conteúdo aqui!

...ou não.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Em busca da fama

Desde que aprendeu a falar, Estrôncio dizia que queria ser famoso. Não importava qual seria sua profissão. Ele passava horas em frente ao aparelho de televisão admirando os famosos e se imaginando no lugar deles.

A primeira idéia foi ser atleta. Ganhar prêmios internacionais e representar o país com certeza o faria famoso. Mas sua inaptidão física para esportes em geral (raquitismo e asma) puseram fim à carreira esportiva.

Aos oito anos de idade, quando viu um grupo de crianças cantando em um programa de calouros, decidiu que seria cantor. Ele cantava razoavelmente bem. Não desafinava muito, tinha noções de ritmo, harmonia e melodia. Depois de muito batalhar no difícil mundo do mercado fonográfico, ele tinha conseguido convencer uma gravadora a fechar contrato. Porém a puberdade precoce atrapalhou sua carreira. Quando os hormônios masculinos espalharam-se pelo corpo do jovem rapaz, fizeram estragos irreparáveis em sua voz.

Na adolescência pensou em ser ator. Estar nas TVs do país inteiro emocionando as pessoas, rodar o Brasil com peças de teatro, ganhar o Oscar de melhor ator... Sim, isso seria possível, se Estrôncio não fosse tão feio e se não tivesse tanta dificuldade em decorar suas falas. A fama, com certeza, não viria de suas atuações.

Resolveu então ser cientista. Afinal ele sempre foi um ótimo aluno, sempre teve notas altas e tinha interesse por física, química e cálculo avançados. Essa sempre foi a intenção de seus pais, que desde o seu nascimento quiseram familiarizá-lo com as ciências, colocando-lhe o nome do elemento trinta e oito da tabela periódica dos elementos químicos.

Estrôncio entusiasmou-se com a idéia, pois, se conseguisse desenvolver algum experimento científico revolucionário, ele ficaria famoso. E o melhor é que ele conseguiria essa fama fazendo algo que ele realmente sabia fazer.

Depois de muitos anos de estudo, Estrôncio conseguiu o título de físico especialista em pesquisa de partículas subatômicas e decidiu aumentar seus esforços nessa área, sempre visando ficar mundialmente famoso.

E assim aconteceu. Tempos depois, ele realizou com sucesso o feito que faria dele um grande nome da ciência: geração espontânea de matéria, anti-matéria e radiação a partir do vácuo absoluto. Alguns cientistas já haviam conseguido isso, é fato, mas as partículas obtidas eram pouquíssimas e muito fugazes. Mas Estrôncio não. Ele tinha feito melhor. Havia criado um pequeno universo. O primeiro homem a fazê-lo. Ele se sentia um deus. Ele, irremediavelmente, seria famoso.

Ao divulgar os resultados de sua pesquisa, Estrôncio foi condecorado por toda a comunidade científica e ganhou inúmeros prêmios, como era de se esperar, dado o estudo que realizara com êxito. Mas o que ele queria mesmo era ser conhecido pela população em geral. Sair de casa e fugir do assédio dos fãs, dar autógrafos, correr dos paparazzi etc.

Quando percebeu que seus objetivos não foram plenamente alcançados depois de todo esforço e empenho, Estrôncio se viu em meio a uma profunda crise de depressão. Ele não enxergava mais nenhum jeito de ficar famoso. Estava desesperado. No estado em que estava ele seria capaz de qualquer cousa.

Ligou a TV, pegou uma garrafa de uísque e tentou se distrair um pouco. Três horas mais tarde, totalmente ébrio, ele assiste a um programa que mostra os mais famosos bandidos e criminosos dos tempos modernos. A visão da fama conseguida por assassinos como o Bandido da Luz Vermelha, Maníaco do Parque e Fernandinho Beira-Mar, misturada com seu intenso desejo de ser famoso e com toda a quantidade de álcool em seu organismo transformaram Estrôncio num assassino maníaco, frio e calculista.

Conseguiu comprar alguns fuzis e metralhadoras de alguns traficantes de armas e matou centenas de crianças na porta de escolas, matou pessoas em cinemas e matou, de forma excepcionalmente brutal, seus pais, pois esse era o crime da moda.

Negociou materiais explosivos com alguns palestinos, construiu diversos tipos de bombas terroristas (bicicleta-bomba, bola-bomba, chiclete-bomba, bebê-bomba, entre outros) e explodiu sedes de emissoras de TV (por não ter sido artista), palcos de super-shows (por não ter sido cantor), o avião da delegação olímpica (por não ter sido atleta), bem como outros alvos aleatoriamente escolhidos.

Não se contentando em aterrorizar seu próprio país, o protagonista dessa história resolve direcionar suas atividades para alvos no exterior. Fez contatos com militares russos e pegou emprestadas algumas bombas jogando-as na região da Caxemira, fato esse que quase provocou a Terceira Guerra Mundial.

Depois disso se entregou às autoridades. Foi julgado por um tribunal internacional e condenado à morte por eletrocussão. Durante o período em que permaneceu no corredor da morte, ele concedeu inúmeras entrevistas para TVs de todo o mundo, ficou mundialmente conhecido e serviu de exemplo para insanos de todo o planeta.

Então, às sete horas e seis minutos (horário local) do dia seis de junho, Estrôncio foi eletrocutado até suas funções vitais pararem. Morreu com um débil sorriso no rosto, pois sabia que sua morte seria transmitida ao vivo para aproximadamente um bilhão de pessoas espalhadas pelo mundo, fato esse que o tornaria o mais famoso da história.